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quinta-feira, 4 de julho de 2019

poema - 13


eu adoro seus beijos...
sim... confesso!
eu adoro seus beijos.
de olhos abertos, fechados, sonhando, sorrindo... chorando.

eu simplesmente adoro seus beijos.
de língua, selinho, babado, usado, traído, ferido...

roubado, ensaiado, envergonhado, pintado, com gosto, desgosto, pra bem,
pra mal... fatal.
ainda são seus beijos...

saindo, chegando, de lado, calado, cobiçado, mal amado, brigado...
seus beijos.
comigo, sem migo, com outro amigo...

eu amo muito seus beijos!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Prosa - 06

Embriagada a noite já se ia; pelas ruas vadias, dançando e tropeçando nos copos dos boêmios, comemorando em canções românticas e vividas, enjoando, vomitando o alto teor da alegria.
Deixava seu rastro entre uma esquina e outra, e sorria e bebia.
Um gole para o santo, um gole pela vida e cambaleante seguia... Noite afora, sonho adentro!
Ás vezes errava o compasso e caía, e levantava se agarrando na fantasia, e o mundo girava, e o amor urgia,
e quando a garrafa acabava, uma outra surgia.
Um gole para o santo, um gole pela vida, e embriagada a noite já se ia!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Prosa - 05

Sinto falta do rock'n roll.

Sinto falta das notas fortes e melodiosas que arrepiavam sua pele, da descarga de adrenalina natural que te faziam dançar como louca pela sala enrugando o tapete, sinto falta.
Sinto falta das letras poéticas, que deslizavam da sua boca pra minha entre um refrão e outro com luxúria quase indescritível, e escorriam, da boca pro queixo, pescoço, seios, barriga, umbigo e entre as pernas... Entre as pernas se perdiam e eu tentava em vão procura-las, com delicadeza, com firmeza, com insanidade quente e latente.
As perdia e me perdia, nas suas curvas, nos lençóis, nos pensamentos, na minha ingenuidade, no cheiro do seu friz, nas nossas promessas de amor eu me prendia...
Sinto falta dos solos, guitarra, bateria, baixo, violão, violino e vocal, eu sinto falta, de como eles nos emudeciam por horas, e te enchiam de paz enquanto você repousava os sonhos no meu peito e adormecia.
Sinto falta dessa paz morna, de ficar horas olhando pro teto de nuvens até você acordar e depois te ver sorrindo, com os olhos abrindo uma infinidade de cifras, e os dedos dedilhando nossos desejos equalizados.
Sinto falta do rock and roll...

Sinto falta de musicas assim!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Poema - 12

Eu adoro a sua risada.
Com certeza eu a adoro.
Ouvi-la ecoar nas paredes da casa e do meu coração?
Ahhhhhhh.....
Eu adoro esse clichê...
Esse lugar dentro do seu sorriso onde eu me alojei,
esse lugar comodo entre seus beijos e abraços.
Será que posso mesmo fazer morada aí?
Talvez eu roube você pra mim...
Eu nunca fui disso, e é certo que detesto romances e declarações,
mas eu amo você, e eu adoro a sua risada...
Com certeza eu a adoro!
Adoro o sopro de vida que sai de sua boca enquanto você gargalha,
tem cheiro de goma de mascar de tutti-frutti,
também gosto quando põe a mão na boca pra segurar o riso...
É docemente estranho, porque você fecha os olhos
e esconde todos os seus segredos.
Me intriga!
Posso rouba-los pra mim?
Prometo ser rápido e fazer tudo em um único beijo.
Mas deixo um pra você também..
Ahhh... Desculpa! Não é mais segredo...
Eu adoro a sua risada.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Poema - 11

Era amor...
Claro que era amor!
Quem vai dizer que não?
Era escondido, contido, julgado e ameaçado, mas ainda assim era amor.
Era amor quando meus olhos encontravam os seus e eu mergulhava docemente no seu medo.
Era amor...
Sim!
Era amor quando minhas pernas enroscadas nas suas sentiam o prazer escorrer e molhar os lençóis.
Era amor, quando ninguém olhava e você segurava a minha mão com satisfação quase obscena.
As mensagens carregadas de carinho?
Era amor...
As ligações desesperadas de saudades.
Era amor...
Nossas bocas discutindo em altos gemidos?
Era amor sim....
As escapadas...
As mentiras...
As sandices...
Tudo isso era amor, meu amor...
Eu senti.
Eu permiti.
Eu vivi...
Era amor!
Claro que era amor.
Louco, incomodo, carregado, mas era amor.
Quando tirávamos as alianças e as escondíamos nos bolsos...
Era amor...
Quando estávamos separados e os pensamentos juntos?
Era amor...
Foi amor demais...
Foi amor o tempo inteiro...
A vida inteira...
Era amor...
Claro... era amor!
Quando eu disse mil vezes sim e você um fatídico não.
Claro que sim meu amor...
Ainda assim era amor.

sábado, 9 de julho de 2016

Poema - 10 (Entre você e eu)

Quero fazer morada aí,
Nas linhas tortas de suas doces declarações...
Nas vírgulas que te pausam e que te dão folego,
Nas rimas esteticamente mal formadas,
Nas exclamações que te deixam exagerada,
Nos versos simples,
Na inconstância dos levianos verbos...
Na inocência das suas interrogações.

Nos cálices vazios que brindam a nossa paixão.

domingo, 12 de junho de 2016

Prosa - 04

A cada dia me apego mais as “viralidades” do mundo,

Respiro fundo, para não perder esse vicio que me cerca
E que dita grande parte da minha rotina.
Amores virtuais cuidadosamente criados por um roteiro,
Em idiomas e canais diferentes.
Amigos de teclado,
Comidas friamente preparadas  que não satisfazem meus gostos,
Mas as escolho mesmo assim;
Fecho os olhos a cada gole e a cada mordida
Para sentir o gosto mecânico da culinária caseira que se fabrica em massa,
Em sacos,
Em latas,
Em potes...
Amores de Verão em pleno inverno,
Crianças que me sorriem com aceitação atrás de minhas lentes,
E eu fotografo a vida,
Fotografando o mundo,
As cenas,
As histórias escondidas.
Disfarçando as tristezas,
Forçando as alegrias...
Respiro fundo, para não perder esse vicio que me cerca...
Os amores de novela,
Os roteiros ensaiados de minha vida,

As histórias diárias que inventamos, enquanto fingimos ser felizes...

sábado, 4 de junho de 2016

Prosa - 03 (Anseios)

Tenho medo desse mundo que apaga histórias com imediatismos,

Um mundo frio e insensato que não aprecia a velha poesia,
Que faz questão de viver das ilusões criadas para consumir o agora,
e que olha para o futuro com olhos embaçados.

Tenho medo desse mundo louco onde um quarto escuro é a única saída,
Esse mundo onde o diferente não é mais que nada,
Medo dessa gente que aponta e julga,
rindo sem freios na cara da maldade, enquanto deseja fazer pior por quinze minutos de fama.

Tenho medo desse mundo onde o toque, o olhar e a necessidade de preencher o vazio com verbos e versos rasgados nos fazem parecer diferentes.
Onde o raro se guarda num pote.
Onde o amor é comprado em farmácia e tragado com água potável.

Tenho medo desse mundo onde minhas linhas não são bem vindas,
assim como minhas roupas, cabelo, cor de pele e maneira de viver...

Onde o existir é esse jogo de queimado, em que todos correm para não serem pegos, porque mais vale ser um zumbi aprisionado em impulsivas decisões, do que abrir a porta e contemplar o que ainda resta de concreto no nosso mundo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Prosa - 02 (Me perco em você)

Eu sempre me esqueço de tudo quando estou com você.
Acho que é culpa dos seus lindos olhos negros que me lembram uma noite na praia, mas sabe... talvez nem seja isso mesmo; a maioria das vezes eu culpo as suas mãos que sempre cobrem as minhas de maneira protetora e adorável. Fico pensando que se desse o meu coração pra você, ele caberia direitinho dentro delas e ainda sobraria espaço pra preencher com meus sentimentos.
Mas, e se não for isso? 
E se for sua boca, que é de um vermelho tão intenso que faz o meu sangue ferver? 
Depois que te conheci, eu gosto muito mais de morangos. 
Poderia ser também a forma como você pensa, que é original e tão inspiradora que me faz escrever poesias, musicas, poemas e às vezes até discutir velhos dilemas... mas também não sei se é isso, é que sempre me esqueço de tudo quando estou com você.
Acho que pode ser mesmo culpa dos seus lindos olhos negros...
Ou será que é porque quando estou contigo nada mais me importa?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Poema - 09


Hoje as palavras me acordaram com urgência, bagunçaram minha cabeça, deram um nó na minha garganta,
brincaram em versos e verbos e me sacudiram exigentes. 
Queriam sair, serem livres e expressadas; significativas e encantadoras.
Exigiram de mim.
Me sufocaram.
Me cegaram.
                                                                                    Saíram. 
                                                                                    Sumiram, mas não antes de existirem.
                                                                                    Um verbo.
                                                                                    Um verso.
                                                                                    Um constrangedor sentimento.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Poema - 08

Há tantas semelhanças em nossas diferenças,
Que chego a acreditar que nascemos um para o outro;
É como se há muito tempo,
Você fosse idealizado para aplacar minhas tristezas,
Derrotar meus sofrimentos,
E eternizar o amor em meu coração.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Poema - 07

O amor é incomodo,
É uma verdade insana e ilícita,
É corrompível e mutável,
É fosco,
É contagioso
;
Mas também é belo,
Tão inocente quanto contraditório,
É invejável,
Natural e límpido,
E tão avassalador quanto necessário.
Saudemos a aventura que é o amor.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Poema - 06

É proibido olhar distante,
Beijo roubado,
E lábios selados,
É proibido mãos entrelaçadas
E namorar escondido.
É proibido juras
E coração iludido,
É proibido picnic romântico,
Festas surpresas
E troca de calor;
Em terra de tolos,
É proibido o amor.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Poema - 05 (Distanciar)


Um dia verei a alegria transbordar em seu ser, e seu corpo dançar iluminado pela eterna luz do luar; nesse dia, em volta de ti as cores serão mais forte e as notas mais melodiosas, e isso será tão natural quanto meu louco amor. Um dia verei seus delicados pés pisarem nas nuvens e te levarem a cada passo mais alto, mais rápido e mais inconsequente; e sem medo de se perder ou cair se deixará levar pelo vento, pelo tempo, pelas águas da chuva e pelos sopros da sorte; e de longe poderei te ver cavalgar no vento, brincar nas horas e esnobar os anos; verei você rir dos desesperos da vida, se espantar com a natureza das coisas e planejar seu próximo ato insano e sem sentido. Um dia verei você não me entender, desistir da doce realidade e acordar me olhando como se eu já não fosse mais nada.

(Baseado nos textos de Manuela Muni).

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Poema - 04

O que pensar do vento
Que leva em um sopro contido,
Os pedaços de meu leviano coração,
Que insiste em quebrar
Toda vez que você vai embora?

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Poema - 03

Tenho medo de preencher esse vazio com poesia;
E esses versos
Devorarem minha mente,
E me fazerem esquecer cada detalhe seu,
Que é a inspiração,
Que formam as palavras,
Que compõe os meus poemas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Poema - 02

Sem medo de viver de ilusão
Me estreito em seus braços,
Inteiriço ou aos pedaços,
Vou sem consciência de excesso ou insuficiência,
Mergulho nu
Me deixando afundar,
Afogar
E absorver sem a minima culpa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Prosa - 01 (A outra metade de mim)

Fazia-Me falta isso.
Essa expectativa insana de te conhecer,
Algo simples como um amor platônico,
Que não tem obrigação alguma de acontecer.
Faltava-Me esse acréscimo
Com o poder de modificar Minha rotina
E de arrebatar Minha pureza,
Esse algo que de tão cuidadosamente escondido
Roubava-Me de quem em segredo amo tanto ser.
Intimidava-Me,
Amedrontava-Me,
Confundia-Me.
Faltava–Me esse alguém
Que de tanto Eu desejar
Fazia parte de Mim como uma personalidade oculta.
Um pseudônimo que há tempos argumentava em vão sua vontade de sair,
De se sobressair,
De ser individual e vivo.
Incorporar esse outro é como usar um habito,
Uma segunda pele,
Um instinto de sobrevivência,
É assassinar Doctor Jekyll e assumir Mister Hyde.
Faz-Me redundante.
Um maldito pleonasmo.
Torna-Me um subjuntivo.
Esses, que odeio tanto falar e ouvir.
Insere-Me em um contexto deliciosamente estorico,
E Me faz ser ainda mais complexo.
Mas ao mesmo tempo é tão efêmero,
Que chega a ser doido, torturante e poético.

sábado, 23 de agosto de 2014

Poema - 01




Abro mão da minha liberdade

Da minha vontade louca de amar

E dos meus planos de sobreviver;
Abro mão do meu sonhar
Do meu sentir
Do meu fantasiar.
Também abro mão do meu querer
Do meu prazer
Do meu viver
Do meu gostar
Só não abro mão do meu direito de chorar;
Esse eu ainda quero ter.