E finalmente percebeu, que daria qualquer coisa para sentir
aquele amor que antes emanava dela, pensou que talvez assim, a vida e seus
versos fariam mais sentido; então tomou-a em seus braços, e como poeta sonhador
desperdiçou seus últimos sentimentos em versos tolos, enquanto sem poder
impedir, assistia os pedaços de seu coração caírem até deixar seu peito vazio;
nesse momento, sentiu que seus sonhos e seus beijos salgados morriam como
aquele corpo débil.
Mostrar mensagens com a etiqueta Serie: Dissabores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Serie: Dissabores. Mostrar todas as mensagens
domingo, 9 de agosto de 2015
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Lágrimas
Postado por Tempus em quarta-feira, agosto 05, 2015 com Sem comentários
Andava o poeta cabisbaixo por não conseguir se expressar,
vagava em suas metódicas andanças com estranho tremor nos olhos, um doloroso nó
na garganta e um forçado sorriso nos lábios. Ia e vinha vagaroso, mal
conseguindo se equilibrar nas bordas de suas emoções; e em vão tentava
sobreviver às suas insecáveis lágrimas; que indomáveis irrompiam, hora calmas e
hora à afoga-lo em seu insensato coração.
domingo, 2 de agosto de 2015
Dessabor
Postado por Tempus em domingo, agosto 02, 2015 com Sem comentários
A lágrima saiu, marcou o rosto inocente, confundiu a mente
já perturbada, salgou a boca, deslizou pelo queixo e caiu na rosa, que esmagada
embaixo do pé, desistiu finalmente de lutar pela sobrevivência, ao ser regada
por esse último dessabor.
terça-feira, 14 de julho de 2015
Ausência
Postado por Tempus em terça-feira, julho 14, 2015 com Sem comentários
A saudade se aproxima e toma assento à meu lado, e me seduz
com espantosa intimidade. A saudade me envolve, tornando-me prisioneira de seu
forte abraço; afaga-me os cabelos, e me tranquiliza enquanto resmunga uma velha
cantiga de amor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


