RSS
Facebook
Twitter
Mostrar mensagens com a etiqueta Serie: Dissabores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Serie: Dissabores. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de agosto de 2015

Adeus

E finalmente percebeu, que daria qualquer coisa para sentir aquele amor que antes emanava dela, pensou que talvez assim, a vida e seus versos fariam mais sentido; então tomou-a em seus braços, e como poeta sonhador desperdiçou seus últimos sentimentos em versos tolos, enquanto sem poder impedir, assistia os pedaços de seu coração caírem até deixar seu peito vazio; nesse momento, sentiu que seus sonhos e seus beijos salgados morriam como aquele corpo débil. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Lágrimas

Andava o poeta cabisbaixo por não conseguir se expressar, vagava em suas metódicas andanças com estranho tremor nos olhos, um doloroso nó na garganta e um forçado sorriso nos lábios. Ia e vinha vagaroso, mal conseguindo se equilibrar nas bordas de suas emoções; e em vão tentava sobreviver às suas insecáveis lágrimas; que indomáveis irrompiam, hora calmas e hora à afoga-lo em seu insensato coração.

domingo, 2 de agosto de 2015

Dessabor

A lágrima saiu, marcou o rosto inocente, confundiu a mente já perturbada, salgou a boca, deslizou pelo queixo e caiu na rosa, que esmagada embaixo do pé, desistiu finalmente de lutar pela sobrevivência, ao ser regada por esse último dessabor. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Ausência

A saudade se aproxima e toma assento à meu lado, e me seduz com espantosa intimidade. A saudade me envolve, tornando-me prisioneira de seu forte abraço; afaga-me os cabelos, e me tranquiliza enquanto resmunga uma velha cantiga de amor.