As palavras emudeceram, e as reticencias pairaram soltas no ar percorrendo o aposento; apareceram uma a uma preenchendo cada canto, foram se multiplicando e pulsando como coração partido, que num surto de amor se desespera, e se enche calado até transbordar.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Microconto - 14
Postado por Tempus em sábado, fevereiro 21, 2015 com Sem comentários
De esquina em esquina, a prostituta transita procurando a próxima vitima. Motivada ela agarra e o ilude com seus abraços, mata-o com seus beijos, e reconstrói seu coração partido com gemidos quase inaudíveis.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Microconto - 13
Postado por Tempus em quarta-feira, fevereiro 18, 2015 com Sem comentários
Preguiçosamente deixou-se deitar; e virando a cabeça devagar a admirou com um sorriso satisfeito nos lábios, frenético, puxou-a para si encaixando-a em seu abraço desajeitado; suspirou longamente quase engasgando com seu imenso amor, e antes de solta-la definitivamente, balbuciou um quase inaudível "Eu te amo", que ecoou pelo quarto solitariamente, mesmo depois de ela te-lo abandonado.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Microconto - 12
Postado por Tempus em domingo, fevereiro 15, 2015 com Sem comentários
Atras de si a porta fecha violentamente, e assim que sua ida se torna concreta, o silencio invade sem escrúpulos a casa já vazia; então as palavras, as lembranças, as promessas, as noites de amor, as loucuras e as desventuras caem no esquecimento; enquanto os pedaços do coração partido se espalham brincando distraidamente com o vento da ultima janela, prestes a ser fechada para sempre.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Microconto - 11
Postado por Tempus em terça-feira, dezembro 09, 2014 com Sem comentários
De repente, sentiu que todo o peso do mundo recaia sobre si, e não podendo mais se segurar, caiu, e quebrou; deixando escapar as preciosidades que havia guardado em seu intimo.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Microconto - 10
Postado por Tempus em segunda-feira, dezembro 08, 2014 com Sem comentários
Inundada de amor falou tudo, falou boca, falou língua e falou
dentes; falou olhos chorosos, abraços apertados e sorrisos não correspondidos, cartas,
musicas e versos perdidos, falou a honra e o desespero. Falou até o coração
partido.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Microconto - 09
Postado por Tempus em terça-feira, novembro 25, 2014 com Sem comentários
Espantado, olhava-se no espelho da
vizinha sem reconhecer a própria imagem; toca em sua face com a ponta dos dedos
sentindo a pele macia e barbeada, contempla o cabelo bem cortado e os olhos castanhos
conformados. Distraído, recorda sem nitidez da época em que se empenhava para ser
o espelho do mundo; e envergonhado, chora ao perceber que deixara o sonho morrer
ao se contentar apenas em se envaidecer no espelho de alguém.
domingo, 16 de novembro de 2014
Microconto - 08
Postado por Tempus em domingo, novembro 16, 2014 com Sem comentários
Um dia quando as bocas se
encontraram, uma onda de amor os invadiu violentamente, os corações acelerados
doíam no peito e ao se mirarem perceberam que até aquele momento nunca tinham
se visto; a urgência em se consumirem diminuiu junto com as diferenças, o
abraço, os pequenos gestos, as manias e os defeitos de repente passaram a ser mais
importantes que o desempenho na intimidade; era parte deles, do que os tornava
fortes, do que os unia e do que mantinha o sentimento vivo.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Microconto - 07
Postado por Tempus em quarta-feira, novembro 05, 2014 com Sem comentários
Trancado no quarto sentia-se incomodo com sua refém; e já cansado de perambular pensativo entre um móvel e outro e de dizer-lhes insanidades cruéis, deita-se suspirando em seu colo macio e familiar, e evitando aqueles calmos olhos castanhos, chora copiosamente, finalmente conseguindo a atenção que jamais foi sua.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Microconto - 06
Postado por Tempus em quinta-feira, outubro 30, 2014 com Sem comentários
Chorava em cima da ultima carta de amor,
Apagando inescrupulosamente
Cada letra que a compunha
Com suas lagrimas desamparadas.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Microconto - 05
Postado por Tempus em terça-feira, outubro 28, 2014 com Sem comentários
As palavras enroscaram-se na língua,
Ecoaram na boca,
Debateram-se nos dentes,
Debateram-se nos dentes,
E desfizeram-se num expirar contido
sábado, 18 de outubro de 2014
Microconto - 04
Postado por Tempus em sábado, outubro 18, 2014 com Sem comentários
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Microconto - 03
Postado por Tempus em quinta-feira, setembro 18, 2014 com 1 comentário
Seu cheiro,
A pele morna,
Os olhos vivos,
E o coração que batia desenfreado por mim.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Microconto - 02
Postado por Tempus em quarta-feira, setembro 17, 2014 com Sem comentários
Abraçava-a com força
E beijava-lhe a boca,
Tentando inutilmente sugar de seu corpo
A tão odiada inocência.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Microconto - 02
Postado por Tempus em quarta-feira, setembro 10, 2014 com 1 comentário
Cansado,
Observava sem interesse a garrafa cheia;
E com gestos robóticos embriagava-se,
Estonteando a garrafa
Com seus beijos de solidão.
Observava sem interesse a garrafa cheia;
E com gestos robóticos embriagava-se,
Estonteando a garrafa
Com seus beijos de solidão.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Microconto - 01
Postado por Tempus em sexta-feira, setembro 05, 2014 com 3 comentários
Dava passos cegos e esperançosos na escuridão;
Ansiando encontrar
A lendária luz no fim do túnel.
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