domingo, 28 de fevereiro de 2016
Verso - 47
Postado por Tempus em domingo, fevereiro 28, 2016 com Sem comentários
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Verso - 46
Postado por Tempus em quinta-feira, fevereiro 18, 2016 com Sem comentários
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Miniconto - 07 (Amálgama)
Postado por Tempus em quarta-feira, fevereiro 10, 2016 com Sem comentários
Era um desses dias normais quando eles se conheceram em um café;o Sol brilhava intenso na janela
e ele dera uma pausa na sua rotina para admira-lo. Ela estava suando e exausta e pedira um suco
de laranja enquanto ele saboreava um doce cappuccino.
Ele odiava sucos de laranja, e ela, não suportava nem o cheiro de café ou algo que a fizesse lembrar.
Mesmo assim eles se olharam e se gostaram sem motivo aparente.
Eles não tinham pressa para se descobrir ou se consumir, iam dando tempo ao tempo e aos poucos um se ocupava do outro como algo que acontece sem planejamento prévio, eles tinham esperanças de terem algo em comum, e quanto mais se conheciam mais tinham a certeza de que um foi feito exatamente para o outro.
Ela era do tipo poeta e amava quase tudo o que existia, enquanto ele era um lutador premiado, ela não enxergava as razões que o mantinha nesse caminho de violência e ele não compreendia os motivos que a inspirava a rimar.
Ele era moreno de olhos azuis, embora ela preferisse os loiros de olhos verdes, e ela ruiva e seus olhos mudavam de acordo com seu humor, mas ele admirava mesmo morenas de olhos castanhos.
Ela não perdia uma oportunidade de observar a Lua; já ele se energizava com os raios de Sol todas as manhãs.
Ele preferia branco, e ela sempre optava pelo preto.
Mas eles eram assim mesmo, um casal super normal, um fazia questão de ser assim enquanto o outro, achava o máximo ser assado, e mesmo ele não falando uma única palavra em português e ela sem saber francês eles se entenderam em um único olhar.
Saíram dali seguros de si, concretos... eles eram um relacionamento estável, uma boa relação, estavam embebidos de amor
e eram esse sentimento, por isso, jamais teriam um fim.
Fim. Ooops... Começo =^.^"=.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Miniconto - 06 (Vicio)
Postado por Tempus em terça-feira, janeiro 12, 2016 com Sem comentários
Sou escritora viciada; daquelas compulsivas que não existem sem um lápis e um papel na mão,
portanto, minha vida como já é de se adivinhar... é escrever.
Uma vez tentei parar, pensei que pudesse me descontaminar dessa mania de sonhar e fazer sonhar,
mas assim que larguei o lápis as palavras caíram em meu coração lentamente, uma a uma, como folhas no Outono, e se juntaram umas em cima das outras numa confusão consciente de verbos... encheram até transbordar e se espalharam por meu corpo, e um a um membros e sentidos foram dominados e eu virei um fantoche.
Tentei lutar, mas... O que é a minha vontade diante de um lindo verbo?
Quase não havia mais nada de mim quando minha boca abriu pela primeira vez, deixando escapar a palavra "amor", que foi seguida pelo "viver" e do "libertar"; fechei-a num susto e tentei com todas as forças mante-la assim, mas o "escrever" se jogava tão forte contra meus lábios que de um impulso saiu, ricocheteou nas paredes e voltou para a minha boca se alojando em meu coração.
Humpf!
O que eu fazer diante de um lindo verbo senão obedece-lo?
Sigo viciada!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Miniconto - 05 (Oscilações)
Postado por Tempus em sexta-feira, janeiro 01, 2016 com Sem comentários
Oscilações
Há dias em que quero mudar, tenho ganas de rasgar a pele e saber que por baixo há uma outra identidade, uma pele branca, um atleta, uma mulher rica, um peão de rodeio ou até mesmo uma criança sem amarrações ou compromissos. Tem dia em que a pele é um hábito incomodo, apertado, uma roupa social pra um evento de rock, e tenho ganas de rasga-la e ver que por baixo há uma outra identidade; um aventureiro, uma pastora de ovelhas, um critico literário, um judeu, uma dona de casa
entediada, ou quem sabe uma puta indomável. São tantas as personalidades querendo se concretizar que ás vezes me falta a sanidade. Ahhhh.... O que é a sanidade em mim senão esse amontoado de regras e promessas pessoais que organizei intimamente pra continuar andando?
O que é a sanidade em mim?
As vezes só me deixo escorregar pela parede até sentir a firmeza do chão, deito encolhida de olhos fechados e ouvidos tapados tentando desesperadamente fugir de mim; então escuto um disparo seguido por meu nome que soa tão melodioso e sedutor quanto um solo de guitarra, e me levanto lentamente á procura de um espelho, e assim que o encontro encaro firmemente os doces olhos castanhos escuros que me observam, reparo em cada detalhe perfeito; angulo, formato arredondado, pintas discretas, lábios carnudos,cílios delicados e sem perceber chego cada vez mais perto do espelho atraída pelas milhões de possibilidades que reconheço... e num segundo volto à mim como se nunca tivesse saído. Visto cuidadosamente minha pele negra, ajeito o cabelo black, lavo o rosto passando a ponta dos dedos nele para sentir a textura macia e sorrio para mim mesma com encanto, esperando pacientemente que eu aceite as boas vindas.
Me reconheço; e me perdoo porque sei que ás vezes sou só uma estranha, fingindo ser eu mesma.
Há dias em que quero mudar, tenho ganas de rasgar a pele e saber que por baixo há uma outra identidade, uma pele branca, um atleta, uma mulher rica, um peão de rodeio ou até mesmo uma criança sem amarrações ou compromissos. Tem dia em que a pele é um hábito incomodo, apertado, uma roupa social pra um evento de rock, e tenho ganas de rasga-la e ver que por baixo há uma outra identidade; um aventureiro, uma pastora de ovelhas, um critico literário, um judeu, uma dona de casa
entediada, ou quem sabe uma puta indomável. São tantas as personalidades querendo se concretizar que ás vezes me falta a sanidade. Ahhhh.... O que é a sanidade em mim senão esse amontoado de regras e promessas pessoais que organizei intimamente pra continuar andando?
O que é a sanidade em mim?
As vezes só me deixo escorregar pela parede até sentir a firmeza do chão, deito encolhida de olhos fechados e ouvidos tapados tentando desesperadamente fugir de mim; então escuto um disparo seguido por meu nome que soa tão melodioso e sedutor quanto um solo de guitarra, e me levanto lentamente á procura de um espelho, e assim que o encontro encaro firmemente os doces olhos castanhos escuros que me observam, reparo em cada detalhe perfeito; angulo, formato arredondado, pintas discretas, lábios carnudos,cílios delicados e sem perceber chego cada vez mais perto do espelho atraída pelas milhões de possibilidades que reconheço... e num segundo volto à mim como se nunca tivesse saído. Visto cuidadosamente minha pele negra, ajeito o cabelo black, lavo o rosto passando a ponta dos dedos nele para sentir a textura macia e sorrio para mim mesma com encanto, esperando pacientemente que eu aceite as boas vindas.
Me reconheço; e me perdoo porque sei que ás vezes sou só uma estranha, fingindo ser eu mesma.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Miniconto - 04 (Ciclo)
Postado por Tempus em quarta-feira, dezembro 30, 2015 com Sem comentários
A beleza, escondida embaixo da feiura estava irreconhecível, calada, encolhida, apagada; e foi reconhecida em um mero acaso por um observador que passou e oportunamente a percebeu; e esse manteve certa distancia porque a feiura não permitia estranhos por perto, talvez fosse medo, raiva ou zelo. Assim que a reconheceu andou de um lado a outro atônito, sentiu um ódio crescente pela feiura e o desejo de salvar a beleza aflorou desenfreadamente em seu peito, e ganhou força; sentiu que dentro de si surgia um herói há muito esquecido, inventou até um nome para esse novo personagem em si que de tão concreto, parecia que já existia e apenas adormecera preguiçosamente por anos. Bateu três vezes forte no peito e cuspiu longe, arrumou a calça na cintura e foi lá tirar satisfações com a feiura, que falou, exclamou e até implorou tamanho era o seu desespero em ver a beleza solta, mas não teve jeito não, o observador exigiu, também exclamou e até usou de força bruta para vê-la livre, e no fim conseguiu o que queria; saíram de mãos dadas dali deixando para trás uma pobre feiura choramingando algo que a distancia não mais os permitia ouvir. Longe dali a beleza agora um pouco mais confiante andava ao lado de seu salvador, e diante de elogios e cuidados ela foi se modificando, agora falava mais, arrumara a postura e até recuperara o seu antigo brilho; e brilhava lindamente para quem quisesse ver; e por onde passava era notada, e quanto mais o era, menos enxergava o seu herói instantâneo. A beleza se corrompeu rápido pela vaidade, soberba, luxuria, narcisismo e quase não mais se parecia com ela mesma de tão modificada que estava; e foi se alterando, se sujando e tornando-se feia, afastando todos e até mesmo o seu próprio herói. A nova feiura andou sozinha e sem rumo por algumas horas,dias, meses; e ninguém teve coragem de chegar perto de sua nova face, até que um dia chegou onde habitava antes com a feiura e descobriu que longe dela a antiga feiura se tornara bela, e sentindo um medo incontrolável de que essa novamente ficasse como seu novo eu, a escondeu embaixo de si; e passou a protege-la até que um dia por um mero acaso, a beleza foi reconhecida por um observador que passou e oportunamente a percebeu.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Prosa - 02 (Me perco em você)
Postado por Tempus em segunda-feira, dezembro 28, 2015 com Sem comentários
Eu sempre me esqueço de tudo quando estou com você.
Acho que é culpa dos seus lindos olhos negros que me lembram uma noite na praia, mas sabe... talvez nem seja isso mesmo; a maioria das vezes eu culpo as suas mãos que sempre cobrem as minhas de maneira protetora e adorável. Fico pensando que se desse o meu coração pra você, ele caberia direitinho dentro delas e ainda sobraria espaço pra preencher com meus sentimentos.
Mas, e se não for isso?
E se for sua boca, que é de um vermelho tão intenso que faz o meu sangue ferver?
Depois que te conheci, eu gosto muito mais de morangos.
Poderia ser também a forma como você pensa, que é original e tão inspiradora que me faz escrever poesias, musicas, poemas e às vezes até discutir velhos dilemas... mas também não sei se é isso, é que sempre me esqueço de tudo quando estou com você.
Acho que pode ser mesmo culpa dos seus lindos olhos negros...
Ou será que é porque quando estou contigo nada mais me importa?
Subscrever:
Mensagens (Atom)





