Paloma se agitava lentamente na
cama; um sorriso enigmático pintava seus lábios, os olhos fechados prendiam os
desejos da alma e a boca semiaberta prometia deixar escapar todos os segredos,
mas nada revelava além de satisfação. Sonhava com pássaros, com voo livre e com
flores... campos floridos e coloridos; flores perfumadas e exóticas, que saiam
da terra, se escondiam na grama e enfeitavam seu corpo... ombro, seio, barriga,
pernas. Vestia! Usava! Florescia. Flores... Tatuadas no corpo de Liz,
desabrochando em cima da pele que se arrepiava com seu toque e a enternecia... Cobriam-nas
de desejos, anseios, volúpia... Deixava Liz ainda mais linda. Deixava-a
irresistível... Assim amanhecia Paloma, nos braços de Greg, amada, segura,
desejada... Sonhando com flores. Sonhando com Liz!
sexta-feira, 28 de abril de 2017
domingo, 25 de setembro de 2016
Verso - 55
Postado por Tempus em domingo, setembro 25, 2016 com Sem comentários
domingo, 14 de agosto de 2016
Verso - 54
Postado por Tempus em domingo, agosto 14, 2016 com Sem comentários
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Verso - 53 (Quem sabe!)
Postado por Tempus em segunda-feira, agosto 01, 2016 com Sem comentários
sábado, 9 de julho de 2016
Poema - 10 (Entre você e eu)
Postado por Tempus em sábado, julho 09, 2016 com Sem comentários
Nas linhas tortas de suas doces declarações...
Nas vírgulas que te pausam e que te dão folego,
Nas rimas esteticamente mal formadas,
Nas exclamações que te deixam exagerada,
Nos versos simples,
Na inconstância dos levianos verbos...
Na inocência das suas interrogações.
Nos cálices vazios que brindam a nossa paixão.
domingo, 19 de junho de 2016
Miniconto - 09 (Caixa de música)
Postado por Tempus em domingo, junho 19, 2016 com Sem comentários
A janela de vidro revelava tudo.
Os móveis imóveis delimitavam o seu espaço, as paredes escondidas embaixo de um
papel florido, faziam a música ecoar por todo o cômodo, a porta de madeira
antiga estava convenientemente fechada, não que se sentisse mais segura assim,
mas é que tinha medo de que o som e a inspiração escapassem casa afora e se
escondesse, ou se aninhasse em outro peito apaixonado. O tapete abrigava seus
pés descalços que deslizavam, esfregavam em círculos ou desgrudavam em pulos
somente para encontra-lo novamente... no
mp3 preto em cima da mesa a banda The Strokes tocava. Ela dançava tão gentil e
confiante que para ele era como assistir a uma bailarina presa em sua caixa de
música gigante. A pele negra em contraste com o “tutu” branco, os olhos
castanhos misteriosamente escuros e o cabelo black alto faziam dela única e exótica,
e ela gostava de ser assim, diferente do igual e livre para poder ser ela
mesma, porque era isso que a fazia sorrir e dançar sempre mais e mais... A
banda presa no comando de repetição do mp3 se empenhava em tocar cada vez melhor
para ela, e ela se empenhava para dançar melhor para ele. Ele que nunca entrara
na sala, que nunca se aproximara do vidro, que nunca tentou alguma forma de
contato... ele, que todas as manhãs se posicionava na janela á observa-la com
brilho nos olhos; parecia entender toda a sua arte, parecia merecer todo o seu
ser, parecia dançar com ela em silencio e cantar junto o refrão que dizia:
...When i said “I can see me in your eyes”
(Quando eu disse, “eu posso me
ver em seus olhos”
You said “I can see you in my bed”
(Você disse: “Eu posso te ver na
minha cama”)
That’s not just friendship, that’s romance too
(Não é só amizade, isso é romance
também)
You like music we can dance to...
(Você é como uma música que
podemos dançar)...domingo, 12 de junho de 2016
Prosa - 04
Postado por Tempus em domingo, junho 12, 2016 com Sem comentários
A cada dia me apego mais as “viralidades” do mundo,
Respiro fundo, para não perder esse vicio que me cerca
E que dita grande parte da minha rotina.
Amores virtuais cuidadosamente criados por um roteiro,
Em idiomas e canais diferentes.
Amigos de teclado,
Comidas friamente preparadas
que não satisfazem meus gostos,
Mas as escolho mesmo assim;
Fecho os olhos a cada gole e a cada mordida
Para sentir o gosto mecânico da culinária caseira que se
fabrica em massa,
Em sacos,
Em latas,
Em potes...
Amores de Verão em pleno inverno,
Crianças que me sorriem com aceitação atrás de minhas
lentes,
E eu fotografo a vida,
Fotografando o mundo,
As cenas,
As histórias escondidas.
Disfarçando as tristezas,
Forçando as alegrias...
Respiro fundo, para não perder esse vicio que me cerca...
Os amores de novela,
Os roteiros ensaiados de minha vida,
As histórias diárias que inventamos, enquanto fingimos ser
felizes...
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